A Terra já existe há milhões e milhões de anos. Entrementes surgiu a vida e com ela a nossa espécie, parte integrante da Natureza deste planeta. Nascemos, crescemos, morremos e o significado de estar vivo persegue-nos e desorienta-nos. O que somos nós senão um compósito do nosso ADN, das nossas experiências de vida, a nossa educação, os nossos laços afectivos...

Mas temos que reconhecer a existência de um filme repleto de simbologia e conceptualismo que Terrence Malick argumentou e realizou, criando um dos filmes mais complexos e singulares que já vi. Com uma filmagem magnífica e uma fotografia de extrema beleza, torna-se um deleite visual, acompanhado de músicas perfeitas, mas não estou tão certo quanto ao resultado final como filme de entretenimento.
Esta película poder-se-à dizer que caminha numa ténue linha entre um filme extremamente aborrecido e a obra de arte verdadeiramente artística. Mas nesse aspecto não me atrevo a opinar, pois não sou apreciador de arte e aceito a subjectividade da mesma. Mas ainda assim inclino-me para uma mistura das duas teorias e declaro este filme "uma aborrecida obra de arte" que deve ser visualizada sob o efeito de fortes alucinógenicos para o realmente apreciar!

Malick não se livrou no entanto de ser coberto de críticas de ser um pretencioso visionário, de fazer filmes só para si e que faz questão ninguém entenda por mais que tente (que fez muita gente abandonar cinemas durante este filme e a pedir o seu dinheiro de volta nas bilheteiras). Seja como for, não é uma película que deixe ninguém indiferente (se conseguir ve-lo até ao fim sem adormecer): ou se ama ou se odeia, pelo que se compreende ter sido intensamente vaiado pela audiência em Cannes, mas ao mesmo tempo ter ganho a Palma D'Ouro este ano...
Agrada aos pretenciosamente eruditos críticos, mas nem por isso às audiências pagantes...
Numa nota final, destaco o papel do jovem Hunter McCraken, no difícil papel do jovem Jack, um actor que aparenta prometer bastante.
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