
Soterrada sob a capa do comunismo imposta por Mao Tsé-Tung, o país parecia condenado a uma eventual queda, seguindo a da Rússia e cedendo à pressão do capitalismo, mas, contrariando as previsões, os chineses conseguiram dar a volta por cima e, mercê de uma integração simbiótica nos meios capitalistas é agora país dominante e faz inveja aos todo-poderosos americanos, Reis do capitalismo, agora seus devedores. Vários factores conduziram a este estado de coisas, mas um deles foi, sem dúvida, a total falta de condições e direitos que os trabalhadores chineses têm, levando a que estes produzam o que quer que seja por "uma malga de arroz". Ora com estes "custos de produção", foi fácil para os chineses conseguirem entrar em todos os mercados e competir desigualmente com as empresas de todo o mundo.

Ora isso recorda-me que, quando eu era puto, costumava-se usar uma expressão que significava trabalhar muito por pouco salário, que era (desculpem-me o possível racismo...) "trabalhar como um preto", isto é, trabalhar como os negros que emigravam dos PALOP's para Portugal em busca de melhores condições de vida e iam para a Construção Civil, trabalhar por metade ou menos que um salário mínimo, a maioria deles em condições de ilegalidade, com os problemas que isso implica.

Por isso é que quando ouço o Capitão de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho, aparecer na televisão e falar de uma possível nova revolução neste país, apoio-o a 100% pois da última vez que me olhei ao espelho, não me pareceu que me estivesse a transformar num chinês, nem a ficar com a pele mais amarela...
P.S.: Se puderem, contribuam para a vossa própria existência e comprem produtos nacionais. Evitem os artigos chineses (sempre que possível), pois quem contribui para o sistema merece fazer parte dele! Evitem que as empresas se queiram deslocalizar para lá e que tenhamos que lhes pagar a nossa energia eléctrica.
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