Scott Weiland, os irmãos
Robert e Dean DeLeo e
Eric Kretz: esta é a formação do quarteto de
San Diego, EUA, que tem sobrevivido desde 1988 aos constantes problemas do vocalista respeitantes ao consumo de drogas (que levaram a banda a um interregno de 2003 a 2008), mas que felizmente continuam a teimar não deixando a legião de fãs em torno dos
Stone Temple Pilots esmorecer. Desde o lançamento do primeiro álbum "
Core", em 1992 que os STP são um nome de peso do Hard Rock mundial. Uma bateria potente, riffs de guitarra distorcidos e a mítica voz de
Scott Weiland, que aparte os problemas de dependência de estupefacientes, revela sempre uma energia e presença em palco memoráveis, são estas as
trade marks dos STP. Numa altura em que o "movimento de Seattle" se fazia ouvir e bandas tais como
Alice In Chains, Nirvana, Pearl Jam ou
Soundgarden, dominavam as tabelas, surgem estes atrevidos californianos que procuravam o seu espaço próprio paralelo mas independente do
grunge dominante. Após o sucesso do álbum inicial que ganharia o prémio da MTV "revelação do ano" e tinha na música "Plush" um tema intemporal, tentava-se adivinhar se ficariam por ali soterrados pela concorrência feroz ou tinham talento para dar continuidade e os STP responderam bem com o segundo álbum em 1994, denominado "
Purple". Nele apresentavam músicas que davam continuidade ao estilo que os definia, mas com mais maturidade e uma sonoridade mais trabalhada. O sucesso destes dois trabalhos originou a produção de mais 3 álbuns de originais e uma colectânea de êxitos em 2003. Após o período de paragem, os STP regressaram no ano de 2010 com um álbum homónimo que ficaria à quem das expectativas revelando algum cansaço criativo dos seus elementos. Mas fica a história e as músicas inesquecíveis, tais como o tema que destaco, a lindíssima: "
Interstate Love Song" e a ideia que os STP ainda nos poderão surpreender de novo em breve...
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