
A "Rainha das mornas", música que é tradicionalmente tocada com instrumentos acústicos e reflecte a realidade insular do povo de Cabo Verde, o romantismo intoxicante dos seus trovadores e o amor à terra (ter de partir e querer ficar), um símbolo nacional, do mesmo modo que o tango é para a Argentina, a rumba para Cuba, ou o fado para Portugal. Para além de temas universais, como o amor, por exemplo, são também abordados temas próprios da realidade cabo-verdiana, como a partida para o estrangeiro, o regresso, a saudade, o amor à pátria, o mar, etc.
Fica aqui a respectiva e singela homenagem à artista reconhecida nos quatro cantos do mundo que foi agraciada com inúmeros galardões, incluindo um Grammy de melhor álbum de "World Music Contemporânea", em 2004, com a medalha francesa da Legião de Honra, em 2009, e conta com mais de 5 milhões de discos vendidos. Cesária Évora actuou e conquistou com a sua voz o público da morna, de Cabo Verde até o Olympia, passando pelo Carnegie Hall e pelo Hollywood Bowl.
Deixo aqui o vídeo com o sentimento que ela mais vai deixar em quem a ouviu, uma profunda "Sodade", do álbum de 1992, "Miss Perfumado":
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