quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O regresso dos Stone Roses

Claro que sendo este blog, entre outras coisas, um divulgador de boa música, não posso deixar passar em claro uma das melhores notícias dos últimos tempos, que é o ressurgimento da épica banda da Brit-Pop, os Stone Roses. Com uma carreira que ficou sempre aquém da genialidade dos seus elementos, os Stone Roses, junto com Oasis, Blur, Charlatans, Primal Scream, Suede e alguns outros, trouxeram ao mundo o conceito da pop tipicamente britânica, com grande parte dela a porvir da enorme "fábrica" de Manchester.

Pessoalmente, considero os Stone Roses uma das melhores e mais criativas bandas deste estilo musical e que, em virtude de alguns factores (tais como o desdém pelas relações com a imprensa que a banda sempre demonstrou) e alguns ares de elitismo e excesso de tiques artísticos, fizeram com que Ian Brown & Cia., passassem ao lado de uma carreira mais frutuosa, pelo menos a nível financeiro, já que em popularidade, continuam a ser uma grande referência a quem gosta de boa música. Só assim se compreende que uma banda que só produziu 2 álbuns de originais seja tantas vezes emulada e glorificada.

Mas do pouco que lançaram (fala-se na eventualidade de um novo disco), ficaram temas absolutamente intemporais com uma sonoridade única que faz desta banda um "must" no que diz a álbuns que todos deveríamos ter ouvido. Desde "I Wanna Be Adored" até "Made of Stone", passando por "Love Spreads" ou "Sally Cinnamon", a banda trouxe-nos músicas que desde os anos 80 até aos dias de hoje podem ser ouvidos em qualquer bar enquanto tomamos um copo, sempre com a mesma sensação de prazer auditivo.
Agora que se preparam para voltar a tocar juntos, espero sinceramente que decidam dar um saltinho aqui a Portugal, porque uma coisa é certa: eu estarei lá!!!
Deixo-vos uma música emblemática destes "meninos" que um dia nos trouxeram o movimento conhecido como "Madchester", intitulada "I am the ressurrection".:


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Concerto de doismileoito, no Porto

A banda portuguesa doismileoito, desloca-se ao Porto para dois concertos de apresentação do seu novo álbum, "Pés frios", no Plano B, nos dias 20/10 às 22:30 e 21/10 às 23:00.
Sendo um projecto nacional de destaque e que consegue a proeza de cantar em português sem parecer lamechas ou patético, esta banda da Maia continua a trabalhar e a crescer bastante musicalmente desde há quase 3 anos,  na sua estreia com o álbum homónimo que os lançou (curiosamente em 2009 !).

Este novo trabalho é mais maduro e mostra que os rapazes que se orgulham de ensaiar numa cave húmida na Maia, após terem dado nas vistas num concurso de bandas, já merecem o seu lugar ao sol e ter mais apoios e patrocínios. A prova foi dada recentemente numa digressão com sucesso que fizeram pelas lojas FNAC e agora, após um concerto em Lisboa, os dois dias no Plano B.
Àqueles que se lembram com saudosismo dos Ornatos Violeta e que gostam da música portuguesa de bandas tais como Os Golpes, Klepht ou Diabo na Cruz, venham ver este concerto que não se arrependerão.
Para saber mais sobre a banda: http://www.myspace.com/doismileoito ou http://www.doismileoito.net/

Deixo-vos o tema "Quinta-feira", que é amanhã, precisamente o primeiro dia dos doismileoito no Plano B.

Estreia da semana

A partir de hoje, as quartas-feiras terão sempre aqui o destaque do filme que estreia esta semana no cinema, que destaco. As estreias são, regra-geral às quintas, por isso fica aqui uma dica para ajudar na escolha.
Esta semana a opção recai sobre o filme "Actividade Paranormal 3". Seguindo uma tradição de terror que tem raízes no já longínquo "O Projecto Blair Witch", de 1999, em que há a premissa de que não se trata de um filme, mas de imagens reais filmadas por alguém, o primeiro filme da série "Actividade Paranormal", foi um êxito internacional e trouxe de volta o tipo de filme de terror que nos faz querer levar as namoradas ao cinema para que se agarrem bem juntinhas a nós. Ainda mais sucesso teve após relatos de pessoas desmaiarem nos cinemas e de haver quem saísse a meio por não aguentar o medo. No primeiro filme, em 2007, tínhamos um casal que se havia mudado para uma casa onde uma estranha presença parecia seguir a jovem Katie há já alguns anos e conduziria a um desfecho inevitável perante a descrença do seu namorado Micah. A sequela (2010), relatou-nos a história de uma família que foi alvo de assaltos inexplicáveis à residência onde habitavam recentemente, sem que nada fosse roubado, sendo que era da própria casa que deveriam ter medo.
Neste terceiro filme, as jovens filhas de um casal, Kristi e Katie fazem um novo "amigo invisível", que não as vai deixar em paz... e não se pode dizer muito mais deste filme, pois a surpresa é a chave, neste tipo de terror que vive muito do que não é visto e mais do que é imaginado pelas mentes sensíveis dos espectadores.
A não perder....e depois passar alguns dias com medo de dormir no escuro!......


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Jane's Addiction - The Great Escape Artist

Sai hoje o novíssimo álbum de Perry Farrel & Cia., os Jane's Addiction, intitulado "The Great Escape Artist". A banda, que já não lançava um disco de originais desde "Strays", em 2003, surge revigorada com especial destaque para a dinâmica da guitarra de Dave Navarro e, obviamente, a irreverente presença do andrógino Farrel, que pudemos ver este ano em Portugal, no Festival Optimus Alive e que prometeu regressar em 2012 com concerto em nome próprio. O rock poderoso da banda está bem espelhado nas músicas que já tinham saído "End To the Lies" e "Irresistible Force" e o álbum não decepciona. Traz-nos uns Jane's em reconstrução que parecem ter ultrapassado alguns problemas com drogas e a guerra de egos de Navarro e Farrel. São apenas 10 temas, mas já nos trazem alguma curiosidade extra para os ver ao vivo (onde são verdadeiramente brilhantes) e alguns desses temas integrarão o alinhamento juntamente com músicas míticas, tais como: "Jane Says", "Been Caught Stealing" ou "Stop".
Destaco aqui o vídeo de "Irresistible Force", que são o que eles representam: uma força irresistível!

Jogos divertidos online

Hoje é terça-feira e por isso deixo-vos com a rubrica jogos online, para que vocês aproveitem bem o dia de trabalho!
Escolhi hoje um clássico numa versão actualizada, já que o 3D anda na moda. Falo-vos de TETRIS 3D, que chegou também a coexistir nos salões de jogos, em versão arcade, com o seu parente directo o original Tetris, um dos jogos mais populares de sempre. Esta versão 3D, pela sua maior dificuldade, não teve tanto sucesso, mas estou certo que vos dará para horas e horas de confusão mental, enquanto tentam converter o vosso raciocínio para as 3 dimensões e colocar estas peças no sítio.
A mecânica do jogo não é novidade, têm que fazer bases (não linhas, como na versão 2D) com as peças, para estas desaparecerem. Não podem deixar o nível subir muito, senão... GAME OVER.
Os comandos são 6 teclas do teclado para as várias possibilidades de rotação e as setas para a direcção. Quando estiver no sítio e não tiverem tempo a perder pois o chefe deve estar a chegar ao escritório, carreguem no Space para elas caírem depressa.
O link para o site é: http://3dtris.de/

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Novo álbum de Coldplay: Mylo Xyloto

Quase, quase a sair neste mês de Outubro (dia 24), está o mais recente trabalho da banda de Chris Martin, os Coldplay, chamado Mylo Xyloto

Sendo que na minha primeira audição do seu álbum de estreia de 2000, "Parachutes", fiquei imediatamente fã da sonoridade destes britânicos, mais prazer senti com a continuidade que deram com "A Rush of Blood To the Head" e também com " X & Y". Mas a criatividade pareceu dar sinais de abrandar no seu trabalho posterior (Viva La Vida or Death and All His Friends) em detrimento de canções mais "populistas" que buscavam as sonoridades que a banda já tinha compreendido ser o que os fãs queriam.: músicas fáceis de cantarolar sem grande inovação. Longe estavam os tempos do mítico "Yellow" ou do brilhante "The Scientist".
Este mais recente álbum, com o estranho nome de Mylo Xyloto, não traz novidades musicais de apreciar. É mais um álbum da banda e nem sequer dos melhores. Aliás os singles que tinham sido lançados já traziam essa promessa: aborrecidos e sem sumo.
Para pôr a tocar no carro enquanto se tenta "dar a volta" a uma namorada romântica mais difícil, ou como música ambiente num desfile de moda, o seu uso não deverá ir para além disso...
Fica aqui o single "Paradise", onde se nota o refrão para cantarolar e o lamechismo que são agora os Coldplay: É uma pena ver a magnífica voz de Chris Martin a se banalizar (será influência de Paltrow?)