domingo, 21 de fevereiro de 2010

Crítica DVD: Eden Lake

Um filme de 2008 que passou um pouco à parte do circuito mais comercial (só estreou em Portugal em Abril de 2009), talvez por não vir de grandes estúdios dos EUA (é um filme britânico) ou não ter nenhum nome sonante no casting, Eden Lake é uma surpresa cinematográfica.
Partindo de uma ideia muito simples, com um jovem casal numa escapadela romântica de fim-de-semana para um lago escondido no meio da natureza selvagem e que origina um efeito dominó de acontecimentos semelhante a um pequeno fósforo aceso junto a um matagal ressequido, o filme é uma parábola da sociedade actual, do desleixo educacional de certos pais e de que nunca nos devemos esquecer que ainda que sejamos animais sociais, nunca deixamos de ser animais bem lá no fundo.
O filme choca pelo seu realismo e brutalidade e, acima de tudo, pela noção de que como espectadores só podemos assistir ao desenrolar de acontecimentos e imaginar que algo semelhante pode plausivamente acontecer a qualquer um de nós. É necessário avisar que não deverá ser visto por pessoas demasiado sensíveis sob pena de os atemorizar infinitamente! Não se acreditam? Depois não digam que não avisei...




Solomon Kane em estreia

De vez em quando surge um filme que navega entre o terror e a aventura e nos apresenta um herói que luta contra criaturas de um universo sobrenatural que nos procura engolir a todos. Assim de repente lembro-me de tais filmes como "Van Helsing", "Hellboy", "O Corvo" ou até, de certa forma, "O Senhor dos Aneis". Neste aspecto, "Soloman Kane" poderá ser mais um na lista, mas se considerarmos que esta história tem origem na mente criativa de Robert E. Howard, que nos trouxe o mítico "Conan - O Bárbaro", talvez nos inspire a não perder esta estreia.
Acresce informar que poderá ser visto em estreia no próximo dia 26, no Grande Auditório do Rivoli, na sessão de abertura oficial do Fantasporto. Não percam!
Fica aqui o trailer oficial:


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Fantasporto 2010


Está de volta o maior e mais negligenciado festival de cinema fantástico do país, o Fantasporto, na sua 30ª edição (sempre a lutar contra a falta de apoios e de respeito deste país centralista).
Mais uma vez, a mostra cinematográfica com representações de todo o mundo tem uma secção especial do cinema asiático, mas também as melhores representações do cinema fantástico, de autor e revivalista de três décadas de festival com realizadores consagrados e novas descobertas.
A não perder, no Teatro Rivoli, de 22 de Fevereiro a 7 de Março!

Pessoalmente, deixo alguns destaques para servir de guia (mas não há nada como explorar a oferta do Fantasporto!)...

Segunda-feira, 22 de Fevereiro: 21.30h – (SESSÃO DUPLA) Re-Animator – Stuart Gordon e Braindead – Peter Jackson (oportunidade de rever dois filmes míticos da história do terror no cinema)

Terça-feira, 23 de Fevereiro : 21.30h – (SESSÃO DUPLA) Tetsuo 2 – The Cyberpunk – Shynia Tsukamoto e Cronos – Guillermo del Toro
Sábado, 27 de Fevereiro : 23.15h - Thirst - PARK Chan-Wook (Realizador de “Old Boy” e “Lady Vengeance”)
Segunda-feira, 1 de Março : 23.15h – REC 2 – Jaume Balagueró, Paco Plaza
Quarta-feira, 3 de Março : 23.30h – Jennifer's Body - Karyn Kusama (para quem quiser ver a Megan Fox sem roupas...)
Sexta-feira, 5 de Março : 23.00h - The Book of Eli – Albert Hughes, Allen Hughes (ficção científica com Denzell Wahsington e Gary Oldman) / 01.15h – Evil Angel – Richard Dutcher (com Ving Rhames)
Sábado, 6 de Março : 20.00h (SESSÃO DE ENCERRAMENTO FANTASPORTO 2010) The Crazies – Breck Eisner


Concerto dos Fields of the Nephilim (Review)

Pois é malta, tenho andado com pouco tempo para bloggar, mas agora é mais que altura para relembrar o mítico show que os Fields of the Nephilim deram, no Coliseu do Porto, no passado dia 6 de Fevereiro.
Como seria de esperar, góticos de todo o lado acorreram ao Porto para ver o primeiro concerto de uma banda que em mais de 20 anos de carreira nunca tinham por cá passado. Havia malta de Espanha, Inglaterra e até da Grécia, que não desperdiçaram esta oportunidade de ver os míticos góticos que ainda continuam em grande forma. Se bem que da formação original só o vocalista Carl McCoy permaneça, foi bom testemunhar que o espírito dos Cowboys do Apocalipse continua cheio de força.
A banda foi precedida pelos portugas Bizarra Locomotiva, que no seu estilo de metal industrial aqueceram bem o público e provaram ser merecedores do convite, ainda que apelando a um público algo diferente. Cheios de energia e com um visual para lá de excêntrico, deram um bom show e aproveitaram para divulgar um pouco o seu mais recente trabalho "Álbum Negro" (destaque para Anjo Exilado, um excelente tema).
Mas quando os Nephilim entraram em palco, mesmo o menos efusivo gótico se sentiu perante uma espécie de divindade há muito aguardada que chegava para anunciar um qualquer Armagedão ou algo parecido...
Entraram em força com temas do álbum de 2005, Mourning Sun, mas depressa admitiram ao público presente que entendiam o motivo da sua deslocação a um Coliseu com uma plateia a três quartos da sua capacidade: ouvir os temas míticos dos álbuns mais antigos. E lá foram alternando com pérolas tais como "Moonchild", "Love Under Will" ou "Preacher Man", para terminarem com o electrizante "Endemoniada".
Fez-se então o encore e para finalizar em grande só mesmo com "Last Exit For The Lost"...
Em suma, o expectável, embora anteriormente desmentido por McCoy, que os levaria por uma obrigatória viagem por memory lane, aconteceu e os fãs agradeceram efusivamente a benesse.
Fica aqui um excerto graças a um vídeo de santovesko do YouTube, por isso agradeço desde já a utilização do mesmo para melhor ilustrar o ambiente do concerto.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Francesinha para o operário trabalhador

Mais uma proposta do melhor prato do mundo, desta vez para aqueles que trabalham (ou moram) na zona de Custóias e querem aproveitar a sua horita de almoço para comer uma francesinha de qualidade a bom preço. Basta que se dirijam à Rua de Santiago, perto do Pingo Doce, e procurem o Salão de Chá - Confeitaria Xani. Falem com o proprietário, o Filipe e peçam a melhor francesinha da zona... Bem recheada, com um molho bem trabalhado, garantido que não vai deixar ninguém desconsolado! Se preferir, opte pelo Pica-Pau, uma das especialidades do Filipe e não se esqueça de matar a bela refeição com um copinho do bagaço especial que ele guarda para os clientes especiais!... (Acreditem que até para alguém que não aprecie, é uma bagaço de qualidade!)
Fica aqui a referência da francesinha para o comum dos trabalhadores que queira encher o papo, beber uma boa caneca de cerveja e no final não gastar mais que 6, 7 euritos...
Ora cá vai a fotografia da praxe...:

Who the Fuck are the Arctic Monkeys?



Para melhor ilustrar a passagem dos Arctic Monkeys e o concerto que deram no passado dia 2 de Fevereiro, no Coliseu do Porto, nada melhor me ocorre que usar o título de um dos seus seus trabalhos, o EP de 2006, que tão enfaticamente questionava "Quem é que são os Arctic Monkeys?" (o título é mais ou menos este...). E de facto, a até há bem pouco tempo pequena banda de amigos com alguns fãs que lhes criaram um espaço no Myspace, transfigurou-se num grupo de músicos plenos de potencial e que certamente estão apenas a dar os primeiros passos daquela que pode ser uma longa carreira, como o demonstrou o publico presente no Coliseu, que nunca parou de saltar, gritar e tentar emular Alex Turner em todas as músicas possíveis provando que conhecem as letras e as músicas como dedicados fãs que são.
Momentos como "I Bet You Look Good On The Dancefloor", "Scummy", "505", "Crying Lightning" ou a brilhante "Cornerstone", deixaram-me arrepiado e com a sensação que estava perante alguma mega-banda, que alheia ao publico maioritariamente adolescente, pode e consegue agradar a toda a gente indiferentemente da faixa etária, sexo ou cor da pele.
Infelizmente, não posso deixar de referenciar a péssima qualidade de som do Coliseu, prova que o Porto já merece há muito tempo um melhor local para este tipo de eventos sob pena de se repetirem os comentários como o que ouvi ao sair do recinto: "Que merda de som! Nunca mais deitam abaixo este Coliseu..."
Referência final para a banda de apoio, os Mystery Jets, que cumpriram bem o papel de "warm up" e animaram o público com boas músicas, com muita qualidade.
Deixo aqui dois vídeos bootleg do espectáculo para dar uma ideia do que foi o show no Coliseu (e agradeço ao Reprotex17, que os colocou no YouTube, pois os meus vídeos saíram uma porcaria...)
Fiquem também com o vídeo oficial de "Cornerstone" que está no início do post...