sábado, 7 de janeiro de 2012

Worst movies ever - Battlefield Earth

Unanimemente considerado por críticos e por espectadores no geral, como uma das piores concepções de um filme de ficção científica alguma vez passados no grande ecrã, o filme Battlefield Earth ("Terra-Campo de Batalha", em português), consegue a proeza de ser consensual em unir aqueles que viram este desastre e mantiveram suficiente sanidade mental para o descrever aos outros evitando a propagação desta doença, antes de tirarem a sua própria vida em desespero.

Baseado na primeira metade do romance de L. Ron Hubbard (fundador da igreja da Cientologia), com o mesmo nome e protagonizado por John Travolta (também ele um Cientologista) e Forest Whitaker. Foi um filme criticado pelo seu pobre argumento, actuação fraquíssima de Travolta, diálogos hilariantemente decepcionantes e inúmeras inconsistências no enredo. A distribuidora do filme, Franchise Pictures , mais tarde foi forçada a sair do negócio depois de ter sido noticiado que, de forma fraudulenta, tinha exagerado o orçamento do filme em  31 milhões de dólares. O filme foi incluído no "Top 100 dos piores filmes de Dezembro dos últimos 10 anos" da publicação "Rotten Tomatoes". Ganhou sete prémios Framboesa de Ouro (atribuídos aos piores da indústria, em oposição aos Óscares) , incluindo Pior Filme e Pior Casal No Ecran (John Travolta e "qualquer pessoa na tela com ele"). Em 2005, ganhou um oitavo Framboesa de Ouro (para Pior "Drama" dos nossos primeiros 25 anos) e em 2010 o filme ganhou um nono para "Pior Filme da Década ", mais do que qualquer filme na história deste prémio. 
Perfeito para ver com uma namorada no dia em que quisermos terminar com ela, mas fazê-lo de forma a que pareça que ela é quem quis o fim do namoro, ou então para levar um amigo e divertir-se a ver as caras de nojo deste, tirar fotos e publicar no Facebook...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Em ascensão #12 - Medialunas

Regresso ao Brasil para destacar mais uma banda muito interessante do país irmão, um duo composto pelos namorados Andrio Maquenzi e Liege Milk que unindo a sua paixão um pelo outro e a de ambos pela música formaram a banda Medialunas.

Com um rock poderoso e enérgico, a banda revela traços de Foo Fighters, mas também influências de outras bandas do rock cru dos anos 90, que se baseiam numa guitarra pesada e "suja" constante de Andrio e na batida frenética de Liege que trazem a ideia de que com pouco se pode fazer muito, à imagem do duo americano que fez tanto sucesso, do casal Jack e Meg White dos extintos White Stripes.
Ainda com poucas músicas lançadas, mas basicamente todas disponíveis para download na Internet, o projecto Medialunas parece estar a dar os pequenos primeiros passos, mas ter, sem dúvida, muita margem de progressão. Descendente directa das bandas que os seus integrantes participavam, os Supergidis e os Loomer e Hangovers, parece que o casal escolheu uma boa fórmula para pôr em campo o prazer, nítido a julgar pelo seu som, que têm quando pegam nos instrumentos. Votos de muito sucesso, da parte deste blog e que mantenham a harmonia em casa e na música! 
Fica aqui o vídeo do tema "Chunby" e a música "Humming":


Músicas de uma vida - Rooster

Desde o final do século XIX, com a Guerra Civil Americana, que parece que esta nação tem um gosto particular por se encontrar quase sempre envolvida num grande conflito militar. A Segunda Guerra Mundial, Coreia nos anos 50 e Vietname, logo a seguir, invasões ao Iraque, Afeganistão e um sem número de guerras que sempre colocaram o soldado americano no terreno de batalha. Seja para produzir e vender mais e melhor armamento, ou simplesmente por prazer bélico, o facto é que todas essas intervenções militares tiveram sempre um grande custo de vidas humanas. E esse, que é o principal aspecto negativo de qualquer guerra, levou a milhares e milhares de famílias a perderem os seus jovens que eram lançados de arma na mão contra outros jovens de outras nações que faziam exactamente o mesmo. A música de hoje reflecte sobre isso, sobre a injustificada matança que leva a vida de tantos, do ponto de vista de uma banda americana (os Alice In Chains) que quem sabe de forma auto-crítica, pela voz de Jerry Cantrell, nos fala do seu pai que tinha a alcunha título da canção, "Rooster" e combateu na guerra do Vietname. Ficou assim uma das melhores músicas de sempre sobre guerra, lançada no segundo álbum desta banda de grunge, "Dirt", de 1992.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Melhor publicidade de sempre #1

Uma das novidades que quero trazer para este blog é o meu gosto por publicidade. Como tal, trago-vos aqui e a partir de hoje um top dos melhores anúncios publicitários de sempre. Começo pelo anúncio dos cereais Weetabix com a jovem Arizona Snow, de 9 anos, que protagonizou este anúncio e ficou famosa. O spot publicitário é muito simples, a jovem Arizona dança uma música de dubstep acompanhada de adoráveis teddy bears (ursinhos de peluche). Após este anúncio, a pequena Arizona não conseguiu mais passar desapercebida na sua escola e os seus passos de dança não passariam indiferentes aos seus colegas de turma. A star was born. É este o poder da publicidade. Fiquem com o anúncio da Weetabix com grandes moves da Arizona e os seus ursinhos numa publicidade intemporal. Apenas e só considerado um dos melhores anúncios de 2011:

Cidade do Porto - Pontos de Interesse #12

Seguindo o exemplo da Ribeira do Porto do último post, vamos hoje referenciar um dos épicos, históricos, sagrados pubs/bares da Ribeira, "O Meu Mercedes é Maior Que O Teu". 

Situado na Rua da Lada, nº 90, na Ribeira do Porto, este bar já é uma referência na noite portuense há mais de 20 anos. A sua música alternativa, o seu ambiente ecléctico, têm feito a diferença na vida nocturna da cidade Invicta desde tempos imemoriais, desde a altura em que ir a um bar era o expoente máximo da diversão nocturna sem ecstasis, sem LSD's, sem ajudas para curtir verdadeiramente a noite sem ser a pura adrenalina, o gosto pela diversão, o prazer de sair à noite e estar com os amigos a curtir boas e diferentes musicalidades.

Há mais de 20 anos que o "Mercedes" como é conhecido sucintamente, nos traz uma noite diferente, no Porto, uma noite com música ao vivo, com música gravada, com música e ponto final. Queres beber um copo e perder-te na noite do Porto? É no "Mercedes" que tens que começar a noite. O resto vai por acrescento...
Procura bem, perto da ponte D.Luís, nas vielas da Ribeira, encontras "O Meu Mercedes É Maior Que O Teu", o pub mais estereotipado da noite da Invicta, aquele sítio que queres mesmo lá estar, onde te queres perder em sonhos e memórias e na frieza das suas paredes de pedra onde te vais sentir em casa, onde te vais sentir humano, onde te vais sentir parte da cidade....
Descobre-o em: http://www.omeumercedes.com/1024.htm

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

'Tá bem, 'tá!.... #4


Um Sadhu indiano (homem-santo) manteve o seu braço direito para cima nos últimos 38 anos.

O Sadhu Amar Bharati é um homem santo indiano que alega que manteve o seu braço direito levantado no ar desde 1973. Agora, 38 anos depois, a sua mão é apenas um pedaço inútil de pele e osso, mas tornou-se um símbolo para os fiéis em torno de Shiva na Índia.
Até 1970, Amar Bharati era um homem de classe média média, que viveu uma vida normal. Ele tinha um emprego, um lar, uma esposa e três filhos, mas nada disso importava quando acordou uma manhã e decidiu deixar tudo para trás e dedicar a sua vida a servir o Deus hindu Shiva. Ele começou a vagar pelas estradas da Índia vestido com as suas roupas simples de Sadhu e carregando apenas a sua fiel Trishula (um tridente de metal). Depois de três anos, em 1973, Amar percebeu que ainda era muito ligado ao luxo e aos prazeres da vida mortal e decidiu separar-se deles, levantando o braço direito e mantendo-o levantado. 

38 anos depois, o seu braço ainda está para cima e ele não poderia usá-lo, mesmo se quisesse. Outras fontes afirmam que Amar Bharati se desiludiu com todas as lutas que acontecem no mundo, e decidiu levantar o braço direito para a paz. Um Sadhu respeitado na Kumbh Mela, em Haridwar, Amar inspirou outros Sadhus a levantarem os braços para a paz e harmonia, e alguns deles mantiveram-los levantados nos últimos sete, treze, mesmo 25 anos. Mas fazer algo como isto não significa apenas abrir mão da funcionalidade de uma importante parte do corpo, ela também implica lidar com um monte de dor. Bharati diz que passou por uma dor insuportável por um longo tempo, mas agora já não. Isso porque o seu braço está completamente atrofiado e preso numa bizarra, posição semi-vertical, uma estrutura óssea inútil terminando numa grossa mistura de unhas retorcidas que ele nunca corta.Os Sadhus indianos executam todo o tipo de tarefas incomuns em nome da religião, como dormir numa posição vertical, nunca tomar banho ou em jejum por longos períodos de tempo, mas a escolha de Amar Bharati é verdadeiramente uma das mais bizarras de sempre.