sábado, 1 de outubro de 2011

Em ascensão #1 - Guillemots

Uma das novidades que pretendo trazer para este espaço, é a divulgação de algumas bandas que têm surgido nos últimos anos e que merecem ser mais conhecidas, quer pela sua qualidade, quer pelo facto de não estarem apoiadas por grandes editoras musicais e basearem a sua expansão através da promoção (barata) pela Internet. Como tal, faço aqui o meu papel nesse campo. Muitas destas bandas merecem ser ouvidas com atenção e chegam inclusive a disponibilizar músicas, EP's e até álbuns gratuitamente na net, pelo que trazem a essência de produzir música por amor à arte e não só exclusivamente com a vertente financeira em vista.

Escolhi primeiro os britânicos Guillemots, que já não sendo propriamente uns desconhecidos, ainda devem soar estranhamente a muita gente que só ouve as playlists das rádios nacionais ou os programas de música das TV's que só passam vídeos de quem pagar mais. Esta banda surgiu em 2004 e já conta com 3 álbuns editados e uma passagem por Portugal no Festival Sudoeste 2007. É constituída por membros de 4 países diferentes e a sua sonoridade indie não passa desapercebida. Mas melhor que falar é ouvir, por isso fica aqui o vídeo do seu single que deu nome ao último álbum: "Walk the River":

Portugal - Islândia


Para que os mais distraídos não se esqueçam, temos um jogo importante para as aspirações da nossa Selecção Nacional de Futebol em atingir a fase final do  EURO 2012, no próximo dia 7 de Outubro, no Estádio do Dragão.

É sempre de aproveitar uma deslocação da Selecção ao norte, em especial aqui ao Porto, pelo que espero que se esqueçam momentaneamente da crise e dêem um salto ao Dragão para apoiar os pupilos de Paulo Bento. Os bilhetes para o público já estão à venda e oscilam entre os 10 e os 20 euros.


Vamos dar uma força aos nossos rapazes, que só podem aspirar a uma vitória nesta partida. Relembro que a Islândia vai trazer a Bjork para uma desgarrada com a nossa Mariza e há rumores de que já convenceram o vulcão Eyjafjallajokull a enviar umas fumaradas sobre o Dragão para ver se o Cristiano Ronaldo não consegue ver a baliza!... Por tudo isso, vamos lá a apoiar Portugal!!!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Red Hot Chilipeppers - I'm With You

Após uma carreira marcada pela rebeldia e por constantes demonstrações de repugnância pelo poder instituído (que também existe no mundo da música), que passou por momentos ímpares de desprezo na atribuição de prémios, a banda de Anthony Kiedis parece que finalmente se deixou dessa imagem de cool Californianos e assumiu que quem manda são as receitas e por isso há que "baixar um pouco as calças". Como já parecia evidente desde o álbum de 1999, "Californication" (e coloco de fora o anterior "One Hot Minute" ainda que não seja pela presença do mítico guitarrista Dave Navarro), os Red Hot Chilipeppers venderam-se! Este seu último trabalho, "I'm With You", não é mais que uma demonstração de falta de criatividade e composto por temas que eu não queria incluir numa mix-tape para oferecer ao meu pior inimigo. Músicas aborrecidas, sem carisma e que só devem ser aproveitadas durante um concerto dos RHCP para irmos ao wc ou buscar uma cerveja... 
Longe estão os tempos de "Blood, Sugar, Sex, Magik" ou "Freaky Styley", em que o funk rock dos RHCP e o baixo supremo de Flea nos traziam imagens mentais de uma praia Californiana com um solzinho agradável, rodeados de voluptuosas miúdas em biquíni. 
Se tiverem em casa uma mesa com uma perna mais curta e a abanar e precisarem de um calço então talvez possam dar um uso a este CD, ou se estiverem com prisão de ventre e precisarem de um laxante, ponham-o a tocar. Sinceramente é muito fraco... 
Fica aqui o vídeo de promoção, com o tema "The Adventures of Rain Dance Maggie" (só o titulo já diz quase tudo) e o novo look do vocalista, numa inspiração pedófilo/Zézé Camarinha que também espelha o novo álbum.
Peço desculpa antecipadamente por vos fazer ouvir isto...

Arcade Fire - The Suburbs (deluxe edition)



Para primeiro post desta nova época, escolhi o álbum "The Suburbs", dos Arcade Fire. Primeiro, porque adorei de tal forma este álbum que todas as suas músicas passaram semanas a tocar dentro da minha cabeça, de tão agradável e melódico que é este trabalho da banda Canadiana. Depois, porque ainda que tenha sido lançado em 2010, surgiu uma versão deluxe em Agosto deste ano, pelo que não fica um post demasiado desactualizado.  
Com efeito, os Arcade Fire,  já tinham demonstrado uma musicalidade original e cativante nos seus dois trabalhos de estúdio anteriores (das quais destacaria a estreia com "Funeral", que revelou instantaneamente a linha condutora da banda), mas também com a sua presença em palco com três passagens por Portugal, sempre com sucesso. Este terceiro álbum, mostra uma incrível maturidade e noção de como se consegue tocar um bom indie rock que apele aos fãs, mas que mantenha uma linha de distanciamento ao comercialismo exagerado, enfim, uma dicotomia que afecta inúmeras bandas, entre a necessidade de lucros e uma imagem de desprendimento economicista que dê a ideia que se faz música por prazer e para os fãs. Creio que, até ao momento, os Arcade Fire têm conseguido esse equilíbrio e com este trabalho ganham definitivamente um interesse mais alargado que lhes permita dar concertos em nome próprio em vez de serem unicamente integrados em festivais.
O vídeo é do single que dá o nome ao álbum e é bem representativo da música descontraída e despretensiosa de Win Butler & Companhia.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Renascimento



Após pedido de várias famílias e um hiato de mais de um ano, pretendo ressuscitar este espaço de críticas personalizadas, informações culturais e um ou outro momento de inspiração. Tal como uma Fénix, este espaço renascerá, mais trabalhado e com novas ideias. Ficarão sempre online os posts antigos para quem quiser recordar.
Obrigado a todos os seguidores deste blog e a todos os que queiram contribuir com sugestões, textos ou comentários!

Espertinho

domingo, 18 de abril de 2010

A Piece of My Mind #9


Uma das fotografias mais conhecidas do mundo, é esta do Comandante Che Guevara. E se começo com a imagem deste grande revolucionário, que dedicou a vida a procurar reparar as injustiças de regimes sobre a sua população, é apenas porque é de revolução que vos venho falar. Não necessariamente uma revolução armada, mas decididamente uma revolução de mentalidades.
Isto porque de há algum tempo para cá que ouço falar em crise financeira e em retoma, sendo que até agora a crise continua e a retoma está sempre a ser adiada. Mas estamos a ser todos iludidos, camaradas! Esta crise não existe e nunca sequer começou, estando apenas na cabeça de uma mão cheia de pessoas que insiste em nos tentar manipular com ela. Senão vejamos: estaremos mesmo em crise? Haverá falta de dinheiro? Parece-me que não...
Cada vez mais se vendem carros topo de gama, iates de luxo e mansões milionárias. Isso significa que há dinheiro. Aliás, tanto quanto sei, não se pararam de imprimir notas de 100, 200 ou 500 euros... Eu, nunca pus a vista em nenhuma, mas acredito que elas andem por aí a circular nas mãos de alguém!
Depois surgem-nos notícias como a do CEO da EDP, António Mexia, que vai ganhar um bónus milionário numa empresa com capitais públicos. Portanto, eu, contribuinte, e todos os demais contribuintes, estamos a pagar ao Senhor Gestor o seu bónus (ele que, coitado, ganha muito pouco). Isso só pode significar que o dinheiro anda por aí, a circular, logo não há falta de Euros...

O que está errado é que está muito mal distribuído! Se um gestor da EDP, PT ou Zon ganha um bónus milionário isso está muito bem porque ele trabalha em prol de uma mega-empresa quase sem concorrência, por isso merece porque tem feito um trabalho de muita qualidade, mas se um pobre trabalhador está desempregado contra a sua vontade (para que estes cabrões possam receber os seus bónus) e não consegue arranjar emprego, então o Sr. Engº Sócrates (e muito bem) decide que se deve cortar nos subsídio de desemprego porque "os desempregados não querem trabalhar e estão a viver às custas dos outros".
Se o Sr. António Mexia estivesse desempregado e o Centro de Emprego lhe oferecesse um emprego a 30 Km. de casa, para ganhar 500 euros líquidos e ter que levar uma marmita com sopa para poder almoçar a preços módicos dia após dia, (porque o patrão dessa empresa diz que não pode pagar mais aos empregados sob pena de não ter lucro suficiente para levar a família de férias num cruzeiro) estou em querer que também o Sr. António Mexia recusava tal proposta.
É muito fácil ouvir os políticos a falarem do alto dos seus pedestais de mármore, mas de vez em quando eles deviam descer à terra e circular por ente a populaça e escutar os seus lamentos e preocupações (em vez de o fazerem só na altura das eleições e do beija-criancinha e abraça-velhinho).

Urge portanto uma revolução, camaradas! Necessitamos de um Che Guevara que venha a este país e ponha ordem no sistema. Necessitamos que retirem estes dinossauros da política do poder, esta alternância partidária infinita que se traduz numa rotatividade cíclica de cadeiras no hemiciclo, que peguem nos Antónios Mexias e Zeinal Bavas e demais gajos de fato italiano e limusinas privadas e os ponham todos a trabalhar nas obras com martelo e pá de trolha, na torrente do sol ou sob chuva intensa, para verem o que é bom. Precisamos de alguém que chegue a este país e distribua notas de 500 euros por toda a gente e traga igualdade social a esta merda de nação e que nunca mais permita que haja um gestor, administrador, presidente executivo, assessor ou director, que ganhe mais num mês do que uma família de trabalhadores da indústria metalúrgica ou transformadora ou química ganhe numa vida inteira de trabalho, sem condições de segurança, saúde e com horários impostos em turnos e horas extras para ganhar mais uns cêntimos.
E quando essa personagem surgir neste país só ficará por saber se lhe chamaremos Guevara, Sebastião ou Messias!...