domingo, 6 de dezembro de 2009

Capitalismo - Uma história de amor


Se andaram atentos nos últimos anos, certamente que o nome de Michael Moore não vos trará indiferença, partindo do princípio que, como eu, são fãs de bons documentários.
De facto, o Sr. Moore é responsável por alguns dos filmes documentários mais cáusticos e críticos de alguns dos grandes defeitos da sociedade norte-americana. Depois de ter atacado, entre outros, o uso e porte de arma, os problemas no sistema de saúde e a estranha relação das autoridades americanas com alguns indivíduos (em prol dos seus interesses petrolíferos) que mais tarde apelidam de terroristas, desta feita, Michael Moore ataca directamente o cerne da existência dos americanos e o pilar da sua sociedade: o Capitalismo.
Desde a evolução histórica do conceito capitalista, comparando o Império Norte-Americano, com o Império Romano, no seu crescimento, poder e eminente queda, até à actual situação da economia nos E.U.A., com a crise global, consequência directa da época de vacas gordas que levou a uma excessiva confiança na economia capitalista, com a mão invisível dos poderes económicos e empresariais sempre por detrás e comandando o poder político (como com Reagen, por exemplo).
Aconselho vivamente o visionamento deste documentário, por forma a se compreender porque chegamos ao ponto onde estamos e porque é que um português perdeu o seu emprego um 2009, apenas porque um Barão de Wall Street quis aumentar a sua fortuna em 2008 (não fossem os E.U.A. o motor económico do mundo).
O filme de Moore ficou surpreendentemente de fora das nomeações para os Óscares da Academia. Será que ele meteu o dedo tão fundo na ferida que feriu alguns dos "intocáveis" do mundo politico-económico? Se sim, é melhor o Michael Moore arranjar um ou dois guarda-costas, digo eu.......

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Playing For Change: Peace Through Music

Fica aqui a referência a um projecto internacional que se chama "Playing For Change" e cujo objectivo é o de reunir a humanidade em torno de algo que faz de nós especiais em todo o reino animal, que é o prazer que obtemos da música e o facto de esta ser um elemento universal que une pessoas de todo o mundo, de diferentes raças e credos.
Eles têm trabalhado em alguns vídeos com músicos de todo o mundo que, sem estarem juntos fisicamente, produzem os resultados fantásticos que podemos ver neste vídeo.
Apoiem este projecto com donativos e divulgando-o, podendo subescrever a sua página do YouTube ou indo ao seu site, em: http://playingforchange.com/


Novo álbum dos Wolfmother



Apesar de já ter saído há um mês atrás, em virtude da pausa a que este blog foi sujeito, deixo agora a crítica ao mais recente trabalho da banda australiana "Wolfmother". Trata-se do álbum "Cosmic Egg", que segue as pisadas do trabalho homónimo da banda que tinha sido lançado no longínquo ano de 2005. E, ainda que tenhamos esperado quatro anos, valeu a pena para voltar a ouvir a voz poderosa de Andrew Stockdale acompanhada por riffs de guitarra que relembram míticas bandas tais como Led Zeppelin, Deep Purple ou Black Sabbath, mas com um novo fôlego em pleno século XXI.
Para aqueles que ainda não tiraram os posters destas bandas da parede e também para todos os que já se fartaram do nu metal ou de bandas com um rock repetitivo e previsível, ouçam os Wolfmother e preparem-se para se libertarem pelas ondas rítmicas de um rock puro e cru, como já não se ouvia há alguns tempos...
Espero sinceramente que os promotores dos festivais nacionais de verão se lembrem destes meninos este ano!
Fica aqui um "cheirinho" de Cosmic Egg, com a música "New Moon Rising":


O ano novo em tons clássicos

Começo este novo ciclo de posts com a notícia da realização de 2 espectáculos de vertente clássica, no Coliseu do Porto, já em Janeiro de 2010.
O primeiro, trata-se da exibição do bailado "O Quebra-Nozes", de Tchaikovsky, no dia 7 de Janeiro, executado pelo Ballet Estatal Russo de Rostov. Um espectáculo imperdível de dança, rigor e beleza, cuja famosíssima história já inspirou tantos nas mais diversas adaptações. Um espectáculo para miúdos e graúdos para começar bem o ano de 2010.

Seguidamente, ainda no Coliseu, a mesma companhia russa de bailado exibirá "O Lago dos Cisnes", no dia 8 de Janeiro.
Obviamente que aconselhamos a ida aos dois dias de espectáculo, se as vossas bolsas o permitirem, mas se a época natalícia vos tiver dado cabo da carteira, tentem pelo menos escolher um dos espectáculos, que não se arrependerão.
Para ambos os dias os preços são idênticos, desde 15 a 45 euros, bilhetes à venda no Coliseu do Porto, FNAC, Ticketline, Agência Abreu e El Corte Inglês.


We're back!

Após um hiato de alguns meses, decidimos voltar ao ataque para aqueles que ainda nos desejarem seguir. Mais um ano de participação no concurso Super Bock Super Blog Awards, para ver se este ano há um vencedor a sério...
Por isso, mais uma vez, os meus agradecimentos especiais a todos aqueles que andaram este tempo todo a chatearem-me para continuar este trabalho.... valeu a pena!...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Piece of My Mind #6


Os americanos têm uma expressão que é o "mooching" ou aquele que o pratica, o "moocher", que traduzido para a lusa língua seria qualquer coisa como "um chupista", aqueles gajos que andam sempre na cola de outros e que passam o tempo, quais sanguessugas, a usar e abusar deles , dos seus bens e/ou vivências. Eu gosto de pensar que o "moocher", também é alguém que conhecemos como "o cola" ou "o cunhas", aquele ser asqueroso que vive de conhecimentos e artimanhas, sempre disposto a dar umas palmadinhas nas costas dos que estão acima dele nas hierarquias, ou que vive literalmente com a língua enfiada no cú de alguém com poder (salvo-seja!).
Em Portugal, o "moocher" é uma criatura visível em todos os sectores: desde o gajo que todas as manhãs tira o café do chefe mal chega ao emprego, até ao político que desvia o dinheiro para uma conta "offshore", em nome do sobrinho, e depois aparece na TV com ar de puto travesso, a dizer que não sabia que tinha feito mal e que se vai candidatar novamente à autarquia...
Ontem, na ante-estreia de um filme ao qual eu tinha participado num concurso e ganho um bilhete, vi um "pivot" de notícias de um canal de TV que se tentava camuflar na multidão, cabeça baixa e movimentos rápidos, de forma a que entrou e saiu do cinema quase sem ter lá estado. Verdade seja dita, o referido "pivot" não é dos mais conhecidos do grande público, pelo que não sei se se poderá considerar uma celebridade, mas ainda assim, na cabeça do homem, ele é um tipo conhecido da TV e não um zé-ninguém, que tem que participar em concursos para ir às ante-estreias. Afinal, é mais que certo que ele não concorreu. Simplesmente recorreu a uma das suas "connections" e arranjou o convite para ver um filme que queria. Mas, quem sabe se por algum pudor, o dito "pivot" não quis que lhe apontassem o dedo e chamassem "moocher", motivo pelo qual tentou passar desapercebido.
Não vejo porquê!... Portugal aprecia e deve estimular o crescimento do "mooching". É tão português como o galo de Barcelos ou a Torre de Belém! Nós passamos o tempo a competir uns com os outros, sempre a ver quem é o maior "moocher"! Então não é verdade que adoramos dizer aos amigos "eu arranjo-te um bilhete para o jogo de futebol, porque conheço um gajo..." ou "não te preocupes que a tua filha vai ter consulta no hospital ainda esta semana, porque eu conheço uma pessoa no hospital..."
É grande motivo de orgulho ter uma cunha no local certo e poder aceder a bens e serviços que o mais comum dos mortais nem sonha. Alías, o próprio governo estimula o "mooching", porque senão que outro motivo haveria para termos tantos a mamarem o Rendimento Mínimo Garantido???
Eu próprio, aconselho todos os portugueses a treinarem o "mooching". Têm direito ao Fundo de Desemprego? Aproveitem. O governo quer dar 200 euros por cada bebé que nasça? Toca a fazer mais uns putos. Passam recibos verdes e ainda arranjaram um trabalhinho sem descontar? Aproveitem o rendimento extra. Fazem uns biscates e não passam factura? As finanças que se lixem!
Lembrem-se sempre do Grande Moocher, Durão Barroso, que quando posto a liderar este barco pesqueiro que se chama Portugal, não hesitou em nos deixar à deriva para ir trabalhar como Primeiro-Imediato de um petroleiro transatlântico que se chama Europa...