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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Músicas de uma vida - Skinflowers

The Young Gods
Quando os anos 90 entravam pelos ouvidos dentro de grande parte das pessoas pela mão da onda grunge que varreu o planeta, para mim, que também gostava de grunge, havia outros sons que me fascinavam para além daqueles que atravessavam o Atlântico.
Estando atento ao que se passava no velho continente, mais propriamente na pacata Suiça, terra de chocolates e relógios de cuco, mas também de variedade musical como o demonstravam os Young Gods, trio de músicos que usavam e abusavam dos samplers, de uma batida frenética e da voz poderosa de Franz Treichler que cantando em francês, em alemão ou, como no caso do álbum de 1992, "TV Sky", em inglês, fosse em que língua fosse traziam do melhor que a universal linguagem da música podiam produzir.
De facto este álbum, quarto da banda, traria temas memoráveis que mais tarde seriam repetidos três anos depois no posterior "Only Heaven", que os trouxeram a Portugal para a primeira edição do Festival Super-Bock, Super Rock, em Lisboa, onde nunca me esquecerei da loucura que foi estar a cerca de 10 metros do palco no início da sua participação e após a loucura que invadiu o público com o extraordinário concerto que deram, dei por mim a mais de 100 metros de distância, tendo "surfado" aquela onda de multidão que me foi projectando cada vez mais para trás...
Deixo, para recordar, um dos meus temas preferidos desse álbum, a música "Skinflowers", desta banda pouco conhecida pelo público "comercial", mas que já influenciou músicos tais como Mike Patton, The Edge (dos U2) ou David Bowie. 


sábado, 28 de abril de 2012

Sábado cultural no Porto

Hoje, dia 28 de Abril, há uma série de eventos interessantes e diversificados na cidade do Porto, pelo que passo a destacar três dos mais relevantes:


1 - Exposições simultâneas na Rua Miguel Bombarda (16:00)


Mais uma edição das inaugurações simultâneas nas galerias de arte de Miguel Bombarda, que acontece hoje, a partir das 16 horas. Trata-se de um dia de animação cultural, quer pelas exposições de arte contemporânea que inauguram, quer pelas novidades nas lojas mais trendy da cidade, quer pela criatividade que sai às ruas e se instala nos diversos espaços que existem neste quarteirão.
O evento contará ainda com uma visita especial da ACE Escola das Artes, que na véspera do dia Mundial da Dança homenageia a pintura através do movimento, a base desta linguagem universal. Nos cartazes desta edição aparecem mais dois rostos da cidade a descobrir, Joana Providência, coreógrafa, e Catarina Oliveira, a frequentar o Curso Superior de Teatro. Recordo que nesta cidade, a Rua Miguel Bombarda já há algum tempo que é uma referência obrigatória para os amantes de arte, pela quantidade de galerias e exposições que fazem desta área da cidade uma espécie de quarteirão da arte no Porto.


2 - Início do Ciclo de Recitais de Música no Porto (17:30)


A Câmara Municipal do Porto apresenta, até Junho, três ciclos de música, denominados Recitais de Música, com a colaboração do Curso de Música Silva Monteiro, num total de 18 concertos, a terem lugar em três espaços municipais: Quinta de Bonjóia, Palacete de Viscondes de Balsemão e Museu Romântico. A entrada é livre, até ao limite de lotação das salas.

O objectivo é oferecer à cidade uma programação variada de recitais de música, em estilos diferenciados, de modo a abranger públicos de todas as idades. Com esta iniciativa pretende-se, também, apresentar novos músicos e criar interação e diálogo entre as diferentes expressões artísticas.
O primeiro ciclo incidirá na temática "À Descoberta da Música e dos seus Intérpretes" (concertos em que se apresentam as diferentes “famílias de instrumentos” e que permite a um público preferencialmente jovem o contacto com a música através de mecanismos didácticos) e será hoje dia 28 de Abril, na Quinta de Bonjóia a partir das 17:30.
Para os apreciadores da música clássica uma oportunidade de se deslocarem a este belíssimo espaço...


3 - Porto Sounds na Praça Parada Leitão (23:00)



Hoje à noite na Praça Parada Leitão na cidade do Porto, irá ocorrer o Porto Sounds 2012, trata-se de um evento com entrada livre, onde poderá aproveitar para ouvir boa música.

O Porto Sounds conta com os concertos de "Lazy Faithful" às 23h e à 00h00 será a vez dos "We Trust" subirem ao palco. Este evento que tem o apoio da Super Bock e da Vodafone aumenta as ofertas de animação nocturna na cidade e será uma boa passagem com os amigos antes de prosseguirem para os bares para uma boa tertúlia e uma noite de copos!

Para mais informações dos restantes eventos para o dia de hoje, siga este link: 


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PAUS - Criatividade em português

Apesar de ser assunto antigo (afinal o álbum da banda saiu em finais de 2011), torna-se quase imperativo destacar um dos projectos mais interessantes da música portuguesa dos últimos tempos: Falo-vos dos "PAUS", banda que reuniu quatro músicos de excelência e que são uma verdadeira lufada de ar fresco no panorama nacional. 

PAUS
Tendo lançado inicialmente um EP, em 2010, intitulado "Como Uma Água", a banda que conta com Hélio Morais (baterista dos "Linda Martini") e Joaquim Albergaria (vocalista dos "Vicious 5"), que nos PAUS dividem uma "bateria siamesa" (bateria unida pelo mesmo bombo), incluindo também no alinhamento Makoto Yagyu (baixista/guitarrista) e João Pereira (teclados), ambos dos "If Lucy Fell", este quarteto que tem contado com a presença de outros músicos convidados de diferentes projectos musicais, desde os Buraka Som Sistema aos I Had Plans, que os ajudaram nos primeiros espectáculos ao vivo, iniciou o seu processo criativo para criar aquilo que eles próprios descreveram como: "Uma bateria siamesa, um baixo maior que a tua mãe e teclados que te fazem sentir coisas".
Partindo deste EP a banda tocou as suas únicas quatro músicas em festivais tais como Paredes de Coura, Optimus Alive e Super Bock Super Rock e também na discoteca Lux, em Lisboa, numa partida oficial que tornava a banda difícil de rotular, pois apresenta-se como o subproduto de quatro instrumentos, uma vez que não há vocalista oficial na banda. 

Álbum "PAUS", 2011
Assim, em Outubro de 2011, surge um pequeno álbum homónimo com oito temas que projecta esta banda ainda mais longe e deixa no ar a ideia de estarmos perante algo de verdadeiramente inovador composto por quatro músicos que se juntam e fazem praticamente uma "jam session".
Este ano voltarão ao Festival Optimus Alive no dia 15 de Julho, onde levarão todo o dinamismo da sua música composta por uma componente de teclas hipnóticas, um baixo absolutamente fantástico e a "bateria siamesa" que dá o ritmo que põe os PAUS no top de maior criatividade deste país que, de vez em quando, ainda surpreende.
Fiquem com o tema "Língua Franca" tocado ao vivo para o programa da RTP, "Planeta Música":



Agradecimento pela sugestão: WN

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cerveja Sagres

Num país quase virtualmente dividido pela presença de duas marcas de cerveja que controlam praticamente o mercado nacional e já tendo aqui falado da sua concorrente, a Super-Bock, cabe hoje a vez da Sagres, marca gerida pela empresa Central de Cervejas a merecer aqui a minha opinião.

Criada em 1940, a cerveja Sagres foi desenvolvida para participar nesse mesmo ano na "Exposição do Mundo Português". Tendo sido produzida sempre com recurso a matérias-primas 100% nacionais, esta cerveja viria a alcançar inúmeros prémios, entre os quais o "Prémio Excelência", no Concurso Mundial de Cerveja, na Bélgica, em 1958, o prémio "Produto do Ano", em 2010 e, pelo meio (entre outros), onze "Medalhas de Ouro" no Monde Selection entre as quais duas "International High Quality Trophy".
Para além destas referências, esta cerveja tem sido alvo de um intenso processo de marketing ao longo dos anos sendo sempre associada ao patrocínio da Selecção Nacional de Futebol Portuguesa, bem como ao patrocínio de um dos clubes grandes de Lisboa e, mais recentemente, da própria 1ª Liga de Futebol Profissional. Esta aposta no desporto-rei tem dado os seus frutos, tornando esta cerveja uma das marcas mais reconhecidas nacionalmente (em especial pelo público-alvo masculino). 
Mais recentemente a aposta na diversificação levou à aquisição dos direitos de uma cerveja tipo Pilsner, de cor âmbar avermelhada, com um teor de álcool de 6,2%, denominada Sagres Bohemia. Há igualmente uma enorme aposta no mercado das cervejas sem álcool com a criação da Sagres Zero.

Quanto à Sagres mais comum, pessoalmente não é uma cerveja que me agrade propriamente. Tendo do lado positivo a leveza e a frescura, que se opõe à principal concorrente do mercado, tem no entanto como aspectos menos positivos um sabor amargo e seco, sendo um pouco "aguada" demais, acabando por ter pouco conteúdo palatino. Aliás, por comparação directa, diria que a melhor receita que a Central de Cervejas produz é mesmo a Bohemia, essa sim, bastante interessante e com um gosto e aroma frutado intenso de estilo artesanal.
Mas, como não se deve discutir gostos, a Sagres continua a vender imenso, em especial no Centro e Sul do País, embora tenha perdido a liderança do mercado. Há-de haver sempre espaço para estas cervejas, nem que não seja num dia de intenso calor em que não nos apeteça beber um copo de água e queiramos parecer "mais fixes" e pedir uma refrescante cerveja de pressão.
De referir ainda, que esta cerveja sempre vendeu bastante em "Minis" uma vez que é mais rápido o seu consumo, ideal para regiões com mais calor, onde, afinal, a Sagres até vende mais... Fica aqui um anúncio da Sagres Mini:

domingo, 22 de janeiro de 2012

Faça cerveja em casa!


A cerveja (do latim cerevisia, que por sua vez vem do celtico cerevisla e do celtibero caeiia ou cerea) é uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada, e acredita-se que tenha sido uma das primeiras bebidas alcoólicas a serem desenvolvidas pelo ser humano.
Uma cerveja é qualquer uma das variedades de bebidas alcoólicas produzidas pela fermentação de matéria com amido, derivada de cereais ou de outras fontes vegetais. Historicamente, a cerveja era já conhecida pelos sumérios, egípcios e mesopotâmios, desde pelo menos 4 000 a.C.

A maior parte das cervejas, até tempos relativamente recentes, eram do tipo que agora chamamos de ales. As lagers foram descobertas por acidente no século XVI, quando a cerveja era guardada em frias cavernas por longos períodos. O uso de lúpulo para dar o gosto amargo e preservar é uma invenção medieval, atribuída aos monges do Mosteiro de San Gallo, na Suíça. 
Normalmente, as cervejas são feitas com água, cevada maltada e lúpulo, fermentados por levedura. A adição de outros condimentos ou fontes de açúcar não é incomum. A cerveja é resultado da fermentação alcoólica preparada de mosto de algum cereal maltado, sendo o melhor e mais popular a cevada.

A água corresponde a aproximadamente 90% na composição da cerveja. Mas não importa de qual localidade ela venha, pois a água utilizada nas actuais cervejarias passa por um processo de “preparação”, que a transforma em água cervejeira. Essa tecnologia, aliada a rígidos controles de qualidade, fazem com que o líquido usado em qualquer fábrica seja igual. Antigamente, a origem dessa água e as suas características tinham um efeito importante na qualidade da cerveja, influenciando, por exemplo, o seu sabor. Muitos estilos de cerveja foram influenciados ou até mesmo determinados pelas características da água da região.

Dentre os maltes, o de cevada é o mais frequente e largamente usado devido ao seu alto conteúdo de enzimas, mas outros cereais maltados ou não maltados são igualmente usados, inclusive: trigo, arroz, milho, aveia e centeio.
As cervejas costumam ter entre 4 a 5% de teor alcoólico, ainda que este possa variar consideravelmente conforme o estilo e o cervejeiro. De facto, existem cervejas com teores alcoólicos desde 2% até mais de 20%.

Agora que estamos todos peritos na manufactura e história da cerveja, que tal começar a fazer "a sua própria cerveja"? É essa a proposta do site cervejartesanal.com (neste link), através da aquisição de alguns materiais poderemos começar uma cervejaria pessoal na própria cave ou garagem. Que tal trazer os amigos a casa e em vez de lhes oferecer uma Heineken ou uma Super-Bock, dar-lhes a beber uma "Manuel Santos" (ou qualquer que seja o vosso nome...). Muito cool, não acham?

domingo, 13 de novembro de 2011

Cerveja Super Bock

Para comemorar o post nº 250 deste blog, escolhi a melhor cerveja nacional: a Super Bock.


Fabricada na unidade fabril da  UNICER, em Leça do Balio (que resultou da fusão entre as empresas CUFP, Copeja, Rical e Imperial), a Super Bock é uma cerveja de forte implantação nacional desenvolvida já em pleno século XX, a 9 de Novembro de 1927, tendo assim completado na quarta-feira passada 84 anos de tradição em Portugal.

Num mercado competitivo, a marca soube se valorizar através de fortes campanhas de marketing e do desenvolvimento de uma imagem que aposta na qualidade e no patrocínio de importantes eventos, desde desportivos a musicais, sempre na procura de novos consumidores que descubram o sabor refrescante desta cerveja, estilo lager forte, receita alemã, que tem a capacidade de fermentar a baixas temperaturas, tendo esta bebida o teor alcoólico de 5,2º.
Em 1977, ganhou a primeira medalha de ouro de qualidade, no certame Monde Selection de la Qualité, no Luxemburgo, e desde então nunca mais parou, tendo já conquistado 35 medalhas, 28 das quais consecutivas.

Daí, e após a UNICER se ter tornado uma empresa totalmente privada, foi um breve passo até se tornar a líder do mercado nacional em 1992 e apostar na variedade das suas criações, principalmente tais como a Green (sabor de limão), a Stout (cerveja preta), a Tango (com groselha), a Abadia (receita artesanal) e a Sem Álcool Pilsener.
A sua receita Bock faz dela uma cerveja um pouco "pesada" que se sente no estômago, que alimenta, não só se limitando a refrescar. Tem um paladar rico que marca os sentidos, contrariando outras marcas nacionais que são mais insípidas e um pouco aguadas. Talvez seja esse o principal segredo que faz da Super Bock uma das marcas de confiança dos portugueses e já presença internacional em 40 países, respeitando sempre o seu lema impresso em cada garrafa ou lata: Super Bock - Sabor Autêntico.
Mas esta cerveja não se rege por palavras ou pelas inúmeras campanhas que a continuam a promover... Na minha opinião a melhor publicidade que se pode fazer é bebe-la bem fresquinha enquanto se lê este blog. Vão ver que as minhas palavras nunca vos pareceram tão saborosas... Mmmm! Vou já beber uma!....


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cerveja Guinness

Começo hoje a falar de outro artigo gastronómico que intitula este blog e já que tenho aqui algumas críticas a alimentos (em destaque, as francesinhas), vou também dar a minha opinião sobre cervejas.
A primeira escolhida é a cerveja irlandesa Guiness. Foi originalmente criada pela cervejaria de Arthur Guiness, no século XVIII (1759). É uma cerveja estilo Porter ou Stout (cerveja preta), e é uma das marcas mais bem sucedidas no mundo, sendo fabricada em mais de 50 países e disponível em mas de 100.
Tem como característica distintiva o sabor "queimado", que se deve ao uso de cevada torrada não maltada na sua fabricação. De paladar seco e amargo, a Guiness apela àqueles que querem experimentar um tipo de cerveja diferente, longe das receitas Bock ou Lager. A sua composição é água, cevada, lúpulo e levedura. Tem uma característica forma de servir quando em pressão: copo (de design próprio) a 45º de inclinação, servir suavemente quase até ao topo, deixar no balcão a repousar (fase em que o nitrogénio de pressão do barril forma camadas de sedimentação no copo), encher até ao topo com o copo a direito e pronto: temos uma Guiness bem tirada com topo cremoso, como deve ser!
Pessoalmente, acredito que o paladar extremamente amargo da Guiness faça confusão a quem o experimenta pela primeira vez. Está tipicamente enraizada no gosto mais britânico e dificilmente se torna popular nos países da Europa do Sul, com mais calor e que preferem uma cerveja mais fresca. Não é naturalmente aconselhada se forem gulosos e só gostarem de licores e refrigerantes com açúcar... A Guiness, como já me foi descrito, "é uma cerveja que se come" e "pode não se gostar à primeira, mas haverá um dia em que ao querer beber algo diferente, havemos de nos lembrar dela."

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

We're back!

Após um hiato de alguns meses, decidimos voltar ao ataque para aqueles que ainda nos desejarem seguir. Mais um ano de participação no concurso Super Bock Super Blog Awards, para ver se este ano há um vencedor a sério...
Por isso, mais uma vez, os meus agradecimentos especiais a todos aqueles que andaram este tempo todo a chatearem-me para continuar este trabalho.... valeu a pena!...

sábado, 18 de julho de 2009

Festival Marés Vivas - 2º dia


Foto: Daniel Mendonça (BLITZ)

Mais uma vez começo por destacar as enormes e aborrecidas filas para entrar no recinto. Quase que dá vontade de entrar a meio e perder a primeira banda. Foi o que fiz...Tal como ontem, desta feita fiquei a ouvir os "Secondhand Serenade" da fila. Não perdi nada! Não pago bilhetes para festivais para ouvir bandazecas de Rock-ComédiaRomântica... Preferia ter visto os "Fonzie" no palco secundário. Paciência, rapazes! Fica para a próxima! Mas os da "Serenata em 2ª mão", lá entretiveram as "pitinhas" que cantavam e gritavam entusiasmadas com os acordes aborrecidos e repetitivos da Disney Channel Music. Como a minha adolescência já vai longe e nunca gostei de boys bands fiquei satisfeito por estar do lado de fora (se ao menos pudesse ter tapado os ouvidos...).
Enfim, finalmente lá dentro preparei-me à feição para os "Guano Apes". Não sei porque carga d'água, mas estava mesmo convencido que os cabeças de cartaz eram os "Scorpions". Aparentemente alguém achou que os Guano são mais fruta-da-época e, assim, apanho com um ecrán gigante à maneira, com um escorpião a dar ferroadas e a mítica banda de dinossauros do rock em plena força! O recinto encheu totalmente, pois muita gente estava nos comes e bebes, talvez convencidos, como eu, do alinhamento ao contrário. Mas Klaus Meine e companhia estavam lá para nos convencer! Se bem que o som parecesse um pouco mal trabalhado ao início, quando melhorou, pudemos ver os Escorpiões a provar que a idade não lhes fez mossa. Rock poderosissímo, as baladas históricas, grandes riffs de guitarra e um solo de bateria com James Kottak a mostrar mestria (e escrito na parte de trás do casaco e tatuado nas costas "Rock and Roll Forever"), os "Scorpions" puseram malta de todas as idades a saborear o poder do rock.
Só me resta dizer: Scorpions, Still Loving You!...
No final, surgiram efectivamente os Guano Apes. Diga-se de passagem que já tinha visto a banda de Sandra Nasic em Vilar de Mouros e na altura não fiquei muito impressionado. Por isso, tinha alguma expectativa pela noite de ontem. No entanto, achei a actuação dos germânicos muito anti-climática (especialmente depois dos "Scorpions"). O alinhamento parece feito em cima do joelho, pois demoram muito entre músicas, perdem-se em temas menos populares e apresentaram algumas músicas novas pouco interessantes e só conseguiram agarrar o público que resistiu (porque pelo menos metade, foi saindo aos poucos do recinto) com os temas mais audíveis "Big In Japan" ou "Lord of the Boards". Ainda assim, quem gosta da banda lá ficou e pareceu sair satisfeito. No que me diz respeito, os Guano já não me fazem mais sair de casa...
Resta o dia de hoje, ou como o intitulei "o dia da chavalada", pois com Cilmis, Mrazes e Caillats, estou a pensar se vou lá comer uma bifana e beber um Caipirão enquanto espero sentado pelos Keane...
Já agora uma referência para o patrocínio cervejeiro deste ano da Sagres: Para além de "diferente" da Super-Bock (só digo isto para não criar polémicas e processos judiciais), copos de 20 cl. a 1,50 Euros? Vão chular o Camões! Ganha o Licor Beirão, que tem filas de gajos a beber para evitar a cerveja!...
Mais uma vez, obrigado ao Daniel Mendonça do BLITZ, a quem pedi "emprestada" esta foto, porque queria ilustrar este post condignamente. Podem pesquisar na net à vontade que não encontram trabalho mais profissional que o dele. Bem haja!

domingo, 26 de abril de 2009

Depeche Mode - Sounds of the Universe


Antecipando a vinda da banda a Portugal, para participar no festival Super Bock Super Rock deste ano, os Depeche Mode lançaram mais um álbum nas suas já longas carreiras, intitulado "Sounds of the Universe". Ainda que se admire a banda por três décadas de musicas que marcaram o seu estilo de rock electrónico, sempre com o reconhecimento mundial de fãs ávidos por mais uma dançável melodia da banda de Dave Gahan e companhia, é notória uma quebra significativa de inspiração neste seu último registo.
Após nos terem brindado em tempos com músicas geniais tais como "Personal Jesus", "Behind the Wheel", "Enjoy the Silence" ou "Home", ouvir este novo álbum deixa-nos algum amargo de boca. As músicas são relativamente fraquinhas, pouco inspiradas e não entram no ouvido. Até a própria voz de Gahan surge um pouco sumida, quem sabe mercê de algum cansaço da banda e do seu trabalho a solo.
Ainda assim o single de apresentação é razoável e poderá eventualmente passar mais alguns tempos nas rádios sem causar muitos bocejos.
Fica aqui uma amostra desse mesmo single, chamado "Wrong":


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Novo single dos Depeche Mode

Depeche Mode - "Wrong" (official music video)


Está quase a sair o novo álbum dos Depeche Mode, eles que vêm cá no âmbito do Festival Super Bock Super Rock, no próximo dia 11 de Julho. O álbum chama-se Sounds of the Universe e este single chama-se Wrong.
O vídeo parece uma mistura do "Saw", com o "Halloween", mas a música dá uma ideia que, ainda que mantendo o estilo que os consagrou, os Depeche Mode prometem boas músicas.

domingo, 7 de setembro de 2008

Red Bull Air Race Porto-Gaia


É hoje a 2ª edição do "Red Bull Air Race" sobre o rio Douro, podendo ser assistida pelas boas gentes do Porto e de Gaia e também por todos aqueles que aqui se deslocarem.
Após o sucesso da edição anterior e da promessa de continuidade deste evento, a edição deste ano, que chegou a ser ameaçada pelas condições meteorológicas, sempre se vai realizar, graças ao bom senso do S. Pedro que lá deu umas abébias à malta!
Para aqueles que adoram velocidade e aqueles que não se fartam de olhar para os aviões, aconselha-se uma ida atempada para as margens do Douro pois prevêem-se algumas centenas de milhares de fãs e curiosos em geral.
Preparem-se para se acotovelarem numa multidão, com o sol de Setembro a bater-vos na pinha, para o torcicolo no pescoço de estarem a olhar para o ar e para as inevitáveis confusões de um evento gratuito desta magnitude!
Os mais fracos poderão ficar em casa a assistir ao evento pela televisão, sentados no sofá, com uma Super-Bock fresquinha ao seu lado...
AAHHHH! Mais nada!...

sábado, 5 de julho de 2008

Super Bock Super Rock 2008


Começou ontem mais um festival "Super Bock, Super Rock". A edição deste ano divide-se em 2 partes, dando assim oportunidade às gentes do Porto de poderem ir ao festival sem gastarem uma pequena fortuna com a deslocação a Lisboa. Ontem actuaram algumas bandas, das quais se pode destacar os famosos "ZZ Top". Esperava-se que a banda arrastasse consigo milhares de motards, mas a chuva veio estragar o primeiro dia do festival. Ainda assim, a banda (cuja soma de idades é 176 anos) cumpriu. A noite teminou com os "Xutos & Pontapés" que estiveram ao seu nível.
Hoje destacam-se as actuações de "Jamiroquai" e "Morcheeba".
A 2ª parte, em Lisboa, nos dias 9 e 10 de Julho terá presenças de peso tais como: "Iron Maiden". "Slayer", "Beck" e "Duran Duran". A não perder!...

Cartaz completo em: http://sbsr.festivaispt.org/